sábado, novembro 06, 2004

oito reais?

Hoje fizemos a não festa. Não no sentido de não fazer festa, mas de deixar de fazer uma em específico. Bem acompanhado de amiga, após horas de internet no sangue e ceva na mente, partimos para destino certo. No alto da João Alfredo fomos reto a festa certa. Talvez o destino nos revele o pq que o pé palito naum estava aberto, mas eis que fechado estava, e nossa certeza se tornou dúvida num instante. Sem certeza alguma partimos para o tapete puxado. E quando mal nos recobrávamos do que fazer, passamos pela festa que não fizemos. Até entramos, sentimos o calor e olhares daqueles que animados dançavam e trombavam num espaço de 40cm2. Se revelou a festa no clima que seria a redenção do tropeço da titubeação. Mas o titubeio venceu. Titubeamos em oito reais de couvert as 4:00 da manhã. Nós que não somos ricos pensamos que 8 reais por 40 minutos de música seria demais. Fomos embora titubeantes passando pelos mesmos olhares de promessa de festa boa que tinhamos quando pisamos em tal extasiante local.
Sim, fomos embora por míseros oito reais. Por que lá poderia acontecer festa perfeita. Lá estava o paraíso inebriado de dois bêbados inusitados. Onde as paredes de um clima festivo convidam para amizade de estranhos. Existiam sim coroas nem tão gatas mas sinceras na sua vontade de festa. E por lá passamos na ida e na saída titubeante de oito reais. Fomos embora sabe-se lá porque.