Sobre o encontro entre pessoas diferentes tenho muito a aprender. Hoje tento respeitar mais o encontro com o outro. De forma empática laborosa na maioria das vezes. Só que falho em algumas situações. Tem pessoas que me provocam sentimentos nem tão idílicos. Provavelmente aquelas que se parecem comigo em algo que não gostaria de parecer aos outros. E quanto mais conheço os próximos, mais acabo achando aquelas coisas que não gosto em nós. E lhes digo que saber respeitar o defeito do outro é quase tão importante quanto saber os próprios.
Lembro que fui entrevistado de uma pesquisa na faculdade em que o tema central era o amor. E claro que a pergunta mais óbvia era: o que é amor? Eu no alto da surpresa respondi sem solavancos que era gostar dos defeitos do objeto amado. Com a surpresa de ambos com a minha resposta, voltei a divagar: Amar as qualidades é fácil, isso a maioria vê, a massa gosta de quase a mesma coisa. Mas agora, tratando-se de defeitos, dae é que diferencia a continuidade ou adeus do relacionamento. E isso nem quer dizer somente ao relacionamento sexual, da busca do par. Creio que serve também para aqueles que escolhemos o convívio.
No final da entrevista, o entrevistador que entrevistava aquele que nem sentia estar sendo entrevistado, dado o clima informal, respondi de nada ao agradecimento do colega de faculdade pela contribuição em seu trabalho. Meses depois, fui a uma jornada de psicologia, em que obviamente um dos temas apresentados era o amor. E eu era parte da platéia de 201 pessoas que ouviram a rizada de 200 pessoas quando eticamente o colega citou a fala acima da entrevista sem dar nome ao boi. E não sei bem ainda por que riram...
Além disso, nada de fotos.