O ser humano é sociável por natureza. Se agrupa ao natural. Procura os seus e se acha lá. E faz algum tempo que estou viciado nessa coisa do demo chamada Orkut. Pra quem sabe, o tempo é consumido numa vontade voyer sem tamanho para a maioria das pessoas. E sendo o Brasil o primeiro no mundo em usuários, creio que os gaúchos devam ser um dos povos mais frequentes em tal invenção. Quase uma revolução.
As pessoas se cadastram num banco de dados violento, onde lá pode acontecer encontros, profiles, procuras, comunidades, carências, cupidos, fotos e reencontros. Claro que também tem uma parte chamada "Karma" que é uma forma das pessoas, inclusive tu, classificar em três grandes grupos os figuras que fazem parte da tua lista: trusty, cool and sexy. Isso sem tu saber como a outra figura te classifica. Sem saber naquelas... pois quando é adicionado algum amigo novo, tu fica ligado nas porcentagens do teu carma. E isso que eu não falei no Scrapbook, que é tipo um alô que tu dá pra pessoa. Sim, isso é papo de viciado.
No meio de toda a estrutura do sistema, tem uma competição velada entre alguns que concorre pela popularidade. A página inicial do site tem a chamada "Who do you know?". Everybody respondem os brasileiros pensando que a pergunta era QUANTOS você conhece. Existe um exemplo aqui mesmo dos pagos que tem mais de 1200 amigos... Como assim 1200 amigos? Tá, mas de que tipo de amigo nós estamos conversando?
Apesar disso tudo, é uma ferramenta ótima no sentido de manter a network ativa. Pessoas que não via há mais de 18 anos apareceram. Da família inclusive. Em suma, o orkut permite manter uma comunidade de pessoas que estão distantes geograficamente mas próximas na vontade de manter o contato. A relação virtual sacramentada. Todo um mundo lá.