sábado, junho 12, 2004

Músculo involuntário que pulsa

(escutando: "O Melhor do bangue-bangue Italiano")
Me recuperando do viés Caetano Veloso, tão lucidamente apontado pelo comentário no post anterior, resolvo firmar as bases, ser concreto, coerente e racional. Até porque hoje é dia em que os corações estão pulsando mais fortes, nessa criação maquiavélica capitalista para aumentar a bilheteria de cinema e vendas de perfumes. Sim, hoje é dia dos namorados. Por motivos que nem cabe aqui relatar, estou excluído de tal celebração social. Só me resta ser duro, firme e calculista :) E claro sair de noite, pois tenho uma teoria: As mulheres solteiras que saírem na noite de hoje, dia dos namorados, frio como poucos, certamente não estarão na rua pra se divertir com as gurias. Nem pra dançar. Não, não adianta que comment nenhum nem retórica perfeita feminista me demove desse sentimento. Mas tudo bem, nem tudo são conspirações do Tio Patinhas, e nem tudo é duro, concreto e frio. Algumas coisas são flores:



sexta-feira, junho 11, 2004

Noites

Já adicto novamente ao cigarro falo sobre esse outro vício bem mais forte e desconhecido que o pito. Falo claro das noites. Tem noite clara, cheia, demerda, vazia, seca, doida. Tipo como dizem do pôr-do-sol. Passo pelo gasômetro quase todo dia e afirmo que nunca, nunca vi um igual. Ainda farei uma série de pores pra comprovar essa lenda humana. Mas é de outro estágio da rotação da terra que me motivei a escrever. Aquela em que a minha máquina começa a funcionar mesmo. Quando o astro rei já era. Solteiro, parece que quando preciso acender uma luz pra enxergar direito, outra se acende na ânsia de sair. Aquele sentimento de adolescente novato em busca daquilo que não conhece, daquele inesperado que nem sempre acontece. Porque ficar esperando o inesperado é uma doidera sem tamanho que cometo com frequência. Confesso.
E falando ainda sobre esperas, não esperava NADA daquelas fotos da lua lá em belém. Foi uma frustração completa ver que o disparador da máquina tinha estragado no melhor da festa. Fogueirinha, violão e amigos. Mas eis que sairam. Até melhor do que eu e os espectadores imaginavam. Essa deve ter tido 30s de exposição. Asa 400 lá pelas 3 da matina.


E essa uns 50s :

terça-feira, junho 08, 2004

Sobre o descontentamento e a compaixão humana

Me demorando ainda mais um pouco sobre a limpeza da minha objetiva, resolvo relatar um inicial descontentamento com o serviço prestado pela Zaniratti, já que:
1) Me custou 180 dinheiros
2) Na primeira vez que fui buscar, o arigó montou errado a lente, não proporcionando NENHUM FOCO na mesma.
3) Tive que aguardar mais um tempo sem tirar fotos que já estavam na minha mente.

Pois bem, já relativamente irado pelo serviço mal prestado, me deparo com a questão humana de um vendedor de lá. Ao verificar contra a luz, noto a presença insistente de fungos na mesma. Esses mesmo que deveriam estar aniquilados pela suposta limpeza realizada. Ok, vou fazer discurso, dizer que não me importo em pagar mais caro por um serviço desde que o mesmo seja prestado de forma competente. Vou falar da pindaíba financeira que assola não só a mim como toda a questão social do nosso país. Divagaria sobre os direitos do consumidor, sobre a suposta credibilidade que tal casa conhecida no ramo das fotos deveria ter. Mas quando o verbo bateu a ponta da lingua, e me preparo para o bote, peço para o vendedor olhar a comunidade de fungos, que provavelmente estava em festa, já que não tinha sido dizimada, olho mais ao fundo do olho do vendedor ao mesmo tempo em que ele me relata que não poderia ver tal comunidade já que era cego de um olho e 75% do outro. Por deus, que ironia. E eu que pensava que ele não me reconhecia nas vezes que voltei a sua loja por ser meio antipático. Ou na hipótese mais remota de que não teria sido persuasivo o bastante para ser notado. Esqueci o discurso, o verbo e o que me sobrou foi o pensamento de que aquele vendedor macaco-véio , que provavelmente ganhou a vida trabalhando com óticas estava com as suas lentes avariadas. Glaucoma com 4 cirurgias sem sucesso, ele relatou. Me senti egoísta e sem moral. Fui embora com uma comunidade semi-dizimada de fungos em festa.

Fungos, Fantástico e Noites

Após uma gripe avassaladora ontem, uma limpeza de fungos na objetiva, grandes noites na semana passada, o já quase moribundo blog volta a ativa.
Estava eu no sábado assoprando as feridas causadas pela lesão de noites sucessivas de felicidades, cigarros e cevas quando me deparo com a chamada do programa Fantástico, falando sobre a maior torre do mundo e tal e cosa. Eis que olhando no meu acervo, me deparo com a imagem da dita torre, oficialmente chamada de CN Tower em Toronto. Não vi o fantástico pois estava embriagado em algum boteco entoando refrões de tricampeão em homenagem ao glorioso colorado. Mas como não posso deixar passar em branco tal coincidência, publico duas fotos do mesmo tema, de ângulos diferentes.